Evangelismo e oração – Parte 1

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Para tudo o que você saiba ou venha a conhecer sobre evangelismo, se desejar colocar em prática, é preciso um combustível: a oração.

Façamos algumas considerações:

  • O evangelismo é o estudo sobre a evangelização; é a mecânica.
  • A evangelização é a ação; a dinâmica.
  • A oração é o combustível para colocar a coisa para funcionar!

Deus tem que estar no processo de evangelização, pois precisamos conversar com Ele sobre aqueles que vão receber a semente – e sobre nós que vamos semear. Jesus, segundo o próprio propósito divino, usou a oração para conseguir realizar a obra que tinha para o Pai; a obra da Cruz foi realizada com oração. Nós, temos o “Ide”, e a propagação desta mensagem também só ocorrerá se orarmos ao Deus soberano sobre o Evangelho dEle.

Seria muita ousadia da nossa parte imaginar que podemos evangelizar sem orar antes, sem buscar a Deus para que Ele abra o caminho espiritual, uma vez que o pecador precisa ser liberto das trevas, e ser convencido pelo Espírito Santo do pecado, da justiça e do juízo (JO 16.8). O pecador precisa ser iluminado, pois está cego espiritualmente, precisa ser regenerado, pois está morto em delitos e pecados. E somente Deus pode fazer essas coisas, conforme aconteceu conosco.

A igreja de Atos entendeu a importância da oração e desde o seu início a teve como estilo de vida

Todos se dedicavam de coração ao ensino dos apóstolos, à comunhão, ao partir do pão e à oração (At 2.42)

No livro “o fator oração” (Rio de Janeiro: Ed. Sabre, 2006. p. 23), Sammy Tippit disse:

Através das história da igreja, os maiores reavivamentos têm acontecido após períodos de trevas espirituais. Durante estes períodos, pequenos grupos de pessoas desejavam desesperadamente um despertamento espiritual. A oração era vista como uma necessidade e não como uma opção.

Teremos a colheita pretendida por Deus, através da multiplicação de discípulos, se fizermos da oração um estilo de vida – é indispensável usarmos os meios de graça (a saber: a Palavra, a oração e a comunhão). E Deus realizará Deus planos soberanos sobre a história da salvação.

I – ORAÇÃO: DEFINIÇÃO

Das inúmeras definições que podemos encontrar sobre oração, a mais simples tende a ser a mais correta: “orar é conversar com Deus“.

A Bíblia diz que devemos”orar sem cessar” (1TS 5.17), pois a manutenção de uma vida de oração é a plenitude do relacionamento entre o homem e Deus. Como diz Gregory Frizzel (Como desenvolver uma vida de oração. São Paulo: Imprensa da fé, 2008. p.8):

Se a sua vida de oração é inconsistente e fraca, assim é o seu relacionamento com Deus

II – ORAÇÃO: FUNDAMENTOS

O que acontece se retirarmos o fundamento de uma construção? Ela cai!

Vejamos, então, alguns fundamentos para a oração:

Reconhecimento: Não existe outro caminho além da oração, pois foi este que Jesus usou para a Sua obra do Evangelho.

Intimidade: Deus sabe tudo a nosso respeito, inclusive nossas necessidades. Entretanto, Deus quer que oremos a Ele, em adoração, gratidão e petição, a fim de aumentar nossa intimidade e comunhão. Além disso, para que, quando conseguirmos aquilo que desejamos da Sua Palavra, saibamos que não foi com nosso esforço e força do braço, mas pela Sua graça, como foi a nossa salvação.

Santidade: Nossos pecados nos impedem de orar. Por isso, o arrependimento deve ser parte da nossa oração, é isso que nos coloca na presença de Deus. 1Jo 1.9 nos garante que ao confessarmos nossos pecados somos purificados com o perdão, com base no sangue vertido por Jesus, posto isso podemos ter santidade para nos aproximarmos mais de Deus. Sempre que você tiver algum problema com o pecado no seu coração, confesse (todo dia).

Humildade: Nos prostrarmos, orarmos como filhos-servos, jamais como alguém que tem “direito”, mas com confiando no Senhor Jesus.

Fé: Marcos 11.24 diz: “Digo-lhes que, se crerem que já receberam, qualquer coisa que pedirem em oração lhes será concedido”.

Submissão à vontade de Deus: “Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). E na evangelização não é diferente: temos que ser submissos frente a soberania de Deus diante da obra da salvação.

E só há um tempo para começar: agora!

CONCLUSÃO

A oração é indispensável para a aplicação da Palavra de Deus às nossas vidas, portanto, ela funciona da mesma forma com relação a nossa responsabilidade na evangelização, assim como na santificação, como nossos clamores por ajuda diante dos mais variados desafios deste mundo, e tudo o mais. Abra o seu coração para Deus, derrame em “Seus ouvidos pacientes”, como disse Spurgeon, toda a sua necessidade, inclusive a tarefa de testemunhar do Evangelho e todas as dificuldades que você encontra, pois como ainda acrescentou Spurgeon: “o amável coração de Jesus quer nos escutar”.

Evangelização é uma tarefa de amor que você faz com o Pai, e não uma obrigação sob pena de castigo.

O Senhor nos abençoe e nos proteja para que sejamos fiéis e sinceros até a morte. Amém.

[Extraído e adaptado da obra:
BRANDÃO, Fernando. Igreja Multiplicadora: 5 princípios para crescimento. Rio de Janeiro: Convicção, 2014.]

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